O Rio de Janeiro amanheceu mais uma vez em luto. As comunidades do Morro do Alemão e da Penha foram palco de mais uma tragédia que expõe, com brutalidade, a ferida aberta da violência urbana. As ruas que deveriam ser cenário de trabalho, infância e esperança, tornaram-se corredores de dor, ecoando o choro de famílias que perderam seus entes queridos, vítimas de um conflito que já não distingue inocentes de culpados.
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Corpos cobertos por lençóis formaram uma dolorosa imagem coletiva: o retrato da ausência do Estado onde mais se precisa dele. Moradores, em silêncio ou em pranto, se reuniram não apenas para lamentar as mortes, mas para denunciar um sistema que há décadas ignora a vida nas favelas. Ali, cada rosto, cada nome, cada corpo estendido no asfalto, grita por justiça, respeito e humanidade.
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Esses episódios trágicos não podem ser tratados como números ou estatísticas. São vidas ceifadas, sonhos interrompidos, famílias despedaçadas. O que aconteceu no Alemão e na Penha é um alerta à consciência nacional, uma convocação para olhar além dos muros invisíveis que separam o “asfalto” do “morro”, e reconhecer que nenhum projeto de segurança pode se sustentar sobre o sangue dos inocentes.
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É urgente um novo caminho, onde o diálogo substitua o confronto, a presença social substitua o abandono e onde cada cidadão, independentemente do CEP, tenha o direito básico de viver sem medo.
Hoje, o Rio chora. E com ele, chora o Brasil.
Mas que dessas lágrimas nasça um clamor coletivo: por justiça, por paz, e por respeito à vida.